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EXPOSEC 2009





Vitrine do mercado de segurança eletrônica, XII Exposec revela tendências, apresenta novidades e oferece conteúdo de alta qualidade ao setor

Entre os dias 12 a 14 de maio, a capital paulista abrigará o maior evento de segurança eletrônica do Brasil. Trata-se da 12ª edição da Feira Internacional de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Exposec), que será promovida no Centro de Exposições Imigrantes (SP).

O evento, realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), a entidade representativa do setor, e organizado pelo Grupo Cipa, focará em três grandes propósitos: gerar negócios, apresentar novidades e antecipar tendências e, principalmente, difundir conhecimento e atualização para quem atua neste mercado. “O grande objetivo é fomentar o segmento de sistemas eletrônicos de segurança. Este espaço será fundamental para que o mercado possa mostrar o seu potencial”, afirma Selma Migliori, presidente nacional da ABESE.


A Exposec 2009 acontecerá num momento em que o mercado brasileiro de segurança eletrônica vislumbra uma grande oportunidade de obter maiores garantias de profissionalização e organização. Atualmente, tramita em Brasília o Projeto de Lei 1759/2007, elaborado pela própria ABESE e que conta com o apoio político do Deputado Federal Michel Temer (PMDB-SP). O projeto já foi aprovado nas duas primeiras instâncias e está sendo analisado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

“Quando o PL 1759 for aprovado no Senado Federal e sancionado pelo Presidente da República, o setor de segurança eletrônica nacional contará com diversas diretrizes que o tornará mais forte e protegidas contra a clandestinidade e amadorismos, por exemplo. Consequentemente, isso refletirá em grandes avanços para as empresas idôneas que atuam nesta área, e para o mercado como um todo” defende Selma Migliori.

Serviço:

12ª Feira Internacional de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Exposec)

Data: 12 a 14 de maio

Local: Centro de Exposições Imigrantes – Km 1,5 da rodovia dos Imigrantes (SP)

Horário: 13h às 20h

Transporte: Haverá serviço de vans gratuitas que sairão da Estação Jabaquara do Metrô (Rua Nelson Fernandes, 400)

* Mais informações pelo telefone: (11) 5585-4355 ou pelo site: www.exposec.tmp.br

Feira e Conferência Internacional de Segurança Eletrônica

Eventos reúnem mercado que movimenta R$ 2,5 bilhões por ano referências

Em 2009, mais de 100 expositores do Brasil e do exterior apresentarão tecnologias para atender estratégias de segurança pública e privada de grande, médio e pequeno porte no Intersecurity e no ISC Brasil.

Entre 17 e 19 de março, a Reed Exhibitions Alcântara Machado realiza a 4ª edição da ISC Brasil (Feira e Conferência Internacional de Segurança Eletrônica), em São Paulo. O evento deverá apresentar as últimas novidades e soluções verticais para diversos segmentos econômicos, e a 3ª Intersecurity (Feira Internacional de Segurança Urbana), cujo objetivo é mostrar os avanços tecnológicos para um público qualificado e formado por autoridades governamentais e tomadores de decisão do setor privado.

No Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), o segmento movimenta aproximadamente R$ 2,5 bilhões por ano, com mais de cinco mil empresas atuantes, e deverá atingir crescimento médio de 16,2% nos próximos cinco anos, com picos de desenvolvimento no ano passado e este ano.

Segundo os desenvolvedores, a ISC Brasil 2009 reunirá mais de 100 expositores de vários países e deve atrair mais de cinco mil visitantes e compradores brasileiros e de outros países, principalmente da América Latina.

Já a Intersecurity 2009 é direcionada a profissionais de todos os setores ligados direta ou indiretamente com segurança pública ou privada, para fins pessoais, patrimoniais, individuais ou coletivos.

Os eventos serão realizados no Pavilhão Vermelho, da Expo Center Norte, em São Paulo, e estarão abertos para visitação das 12h30 às 20h.

Segurança em presídios.




Infelizmente no Brasil encontramos situações como essa, enquanto na Europa os segmentos da segurança pública têm como parceiros empresas de segurança privada, no Brasil, alguns setores acham uma verdadeira ameaça.

SÃO LUÍS - Os sindicatos dos policiais civis e dos agentes penitenciários entraram com representação no Ministério Público contra o governo do Estado. O motivo é a contratação de empresas privadas para fazer a segurança de unidades prisionais do Estado.
Para o presidente do sindicato dos agentes penitenciários, César Castro, a contratação de outros 180 agentes concursados seria suficiente para garantir a segurança nas três unidades prisionais do Complexo de Pedrinhas. Em fevereiro do ano passado os dois sindicatos já haviam apresentado uma representação semelhante ao Ministério Público Estadual.
O presidente do sindicato dos policiais civis, Amon Jesse, afirma ainda que os funcionários terceirizados sejam inexperientes para lidar com os detentos.
Reportagem de Luiz Felipe Falcão, da TV Mirante.

PEDIR AO BOM VELHINHO QUE CUIDE SEMPRE DE NÓS




Senhor,
quisera neste Natal
armar uma árvore dentro do meu coração
e nela pendurar,
em vez de presentes,
os nomes de todos os meus amigos.
Os amigos de longe e os de perto.
Os antigos e os mais recentes.
Os que vejo a cada dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que as vezes ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes.
Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que sem querer magoei ou, sem querer me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles que me são conhecidos apenas pelas aparências.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida.

Abraços,
Roberto Adães

Crescimento da Segurança Privada.



A ampliação do mercado da segurança privada no país é fruto da democratização da segurança pública, que, a cada ano, tem sido menos requisitada para executar serviços irregulares para particulares. A opinião é do pesquisador do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (Nufep) da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jorge da Silva, autor do livro Criminologia crítica: Segurança e Polícia.

Segundo o cientista social, que já foi coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro, há alguns anos era comum que as polícias prestassem serviço de segurança de forma individual para algumas pessoas que detinham “poder” na sociedade.

Com a democratização do país, o uso particularizado dos órgãos de segurança tem se tornado mais difícil, explicou. Para essas pessoas, a solução foi recorrer à segurança privada.

“O Brasil tem uma história de particularização das coisas públicas. Eu me lembro da época em que eu, tenente da Polícia Militar, tinha que, às vezes, preparar policiais para tomar conta de bailes de aniversário, de noivado e de clubes particulares. Isso acontecia até pelo menos a década de 80. Era um tempo em que quem tinha poder e voz usava a polícia, que é um serviço público, de forma privada. Aos poucos, isso foi sendo cortado”, lembrou Silva.

De acordo com o cientista social, os altos índices de criminalidade também são fator de impulso do mercado da segurança privada: “Com medo da violência, com medo do crime, as pessoas procuram serviços de proteção privada.”

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Profissionalização Segurança Privada



As atividades profissionais em geral tem se tornado cada dia mais técnicas. Num mundo globalizado, informatizado e em crescimento vertiginoso de 20% ao ano, não há mais espaço para profissionais amadores, que desenvolvem suas atividades apenas por experiência, achismo, eu consigo ou por "ouvir dizer".
No campo da segurança pública, as polícias tem sido cobradas a atuar de maneira científica, através de métodos preventivos e estratégias que evitem o confronto direto com os criminosos e o desgaste perante a população. E como os órgãos da segurança pública não têm conseguido dar conta do recado, a atividade de segurança privada vem ganhando maiores proporções e força a cada dia.
Existe ainda no Brasil certa resistência quanto à segurança privada. Alguns órgãos policiais vêem a atividade como uma concorrente, e tentam disputar ou desabonar o trabalho dos vigilantes. Na Europa países como Portugal, Espanha, Itália, etc., Argentina na América do Sul, Estados Unidos e México na América do Norte, verificam-se um quadro totalmente diferente. É como se a segurança privada fosse uma extensão dos órgãos da segurança pública. Dentro da sua área de atuação, o vigilante possui o status de um policial. Os policiais, por sua vez, são sempre bem recebidos pelos vigilantes, e ambos se consideram como companheiros de profissão.
É claro que ainda chegaremos lá. Para isso, é preciso fazer um bom trabalho de orientação junto aos policiais, especialmente em nível de comando, e também buscar uma maior profissionalização do vigilante. Chega de ver vigilantes organizando filas de bancos, registrando veículos em estacionamentos ou cuidando de afazeres diversos de sua atividade fim.
Mas o que fazer para realmente profissionalizar os nossos vigilantes? Somente através de uma boa seleção, treinamento apropriado e um trabalho de esclarecimento a classe, através de sua associação ou de um sindicato ativo que defenda os direitos dos seus integrantes, incentive a todo momento adquirir conhecimento e busque a melhoria das condições de trabalho.
Roberto Adães

Polícia Federal cancela registro da "Xuxa Security"



A apresentadora da Rede Globo, Maria das Graças Meneghel, não teve êxito na solicitação do “Xuxa Security” à Polícia Federal (PF). Após muita polêmica, o órgão cancelou a autorização para o funcionamento da empresa de segurança da “Musa dos Baixinhos”. A própria Xuxa pediu o indeferimento por achar a entidade “negativa” à sua imagem.
Fonte: Site Bahia Notícias

Segurança Patrimonial



Mais uma ocorrência em condomínio no mês de outubro, onde os ladrões se aproveitaram de falhas dos funcionários de portaria para invadir o prédio e promover arrastão em um condomínio na região central da capital.

A matéria foi veiculada da seguinte forma: Um porteiro de 50 anos, que pediu para não ser identificado, contou que um dos criminosos se aproximou da entrada do edifício da Alameda Campinas, com roupa semelhante à de porteiro e disse que faria o teste para a vaga. Assim que conseguiu entrar, deu passagem aos outros bandidos, que entraram em um Gol e um Siena. Muitos usavam capuzes. O assalto foi por volta de 6h30 e durou até umas 8h. O funcionário do prédio disse que as 15 câmeras do circuito interno de TV não estavam funcionando. O equipamento, segundo as vítimas, fica em pontos estratégicos e poderia ajudar a polícia na investigação. (Fonte Site G1 de 13/10/2008). Ao observar o assalto ocorrido no condomínio citado acima foi constatado que, na grande maioria das vezes, a entrada se dá pela portaria principal do prédio, onde os porteiros, por desatenção ou mesmo inexperiência, foram enganados pelos meliantes e o outro tanto se deu pelo descuido das pessoas em não fiscalizar o funcionamento dos equipamentos eletrônicos.

Como podemos observar, mais uma vez, a utilização do CFTV é de suma importância, pois por meio deste é que se pode prevenir e até inibir atos de vandalismo ou qualquer outro delito que possa ocorrer no interior das edificações.

Todos estes problemas estão intimamente relacionados com a falta de treinamento destes profissionais, visto que muitos síndicos acham desnecessário gastar com cursos específicos, buscando uma especialização. Ledo engano, pois onde existem pessoas prestando serviços para outras, a única forma de se modificar comportamentos distorcidos é através de um bom treinamento, que deixa de ser um gasto para ser um excelente investimento, visto que o retorno vem através de uma maior qualidade na mão-de-obra de portaria, acarretando, com isto um nível satisfatório de segurança para todos os condôminos.
Fonte: SindicoNews

Fraude nas empresas



Antes de pensar propriamente em obter lucro, as empresas deviam olhar com mais atenção, a problemática das fraudes internas e externas. Uma pesquisa recente sobre fraudes elaboradas pela KPMG, num espectro de mais de 1000 empresas, revelou o perfil do autor das fraudes. Senão vejamos:
55% funcionário
18% prestador de serviço
13% fornecedores
09% clientes
05% outros

Para o estudioso no assunto Mortimer Dittenhofer, há três razões fortes no cometimento das fraudes:

a) Pressão de uma situação, como dívida de jogo, separação judicial, uso de drogas etc.

b) Controles internos falhos: o antigo ditado "a oportunidade faz o ladrão" pode motivar algumas pessoas a fraudarem a empresa, sem ter uma necessidade financeira naquele momento.

c) Integridade pessoal: indivíduos com baixa integridade moral são mais suscetíveis a fraudes.

Mas como a fraude é descoberta:

32% controle internos
20% auditoria interna
12% informações de terceiros
11% investigação especial
07% denúncia anônima
03% mera coincidência
03% outros

Quais as providências tomadas apos a descoberta da fraude?

77% demissão voluntária,
39% investigação por auditoria interna
34% queixa criminal
13% pedido de indenização
08% acordo sigiloso
06% auditoria independente
04% comunicação á seguradora

Algumas medidas podem ser tomadas para reduzir o risco de fraudes: melhoria dos controles internos, investigações especiais, sensibilização dos gerentes, treinamento de pessoal, rodízio de pessoal e elaboração de manual de conduta pessoal.
O bordão "é melhor prevenir do que remediar" pode ser a melhor vacina contra as fraudes. Talvez, o lucro que você tanto reclama não está na conquista de novos clientes ou nos aumento das vendas e sim na redução de fraudes na sua empresa. Pense nisso.

Dicas de segurança








Com a chegada das festas de final de ano todo cuidado é pouco quando vamos às compras, e a cautela é fundamental. Não importa se a compra se dá em ruas movimentadas ou até mesmo em shopping center. O lema é prevenir para que o pior não aconteça.
Portanto, eis algumas dicas importantes:

1) Não deixe suas compras para a última hora, principalmente no Natal e nas datas comemorativas, pois além dos preços aumentarem, o congestionamento de carros e o volume de pessoas nas ruas facilitam a ação dos bandidos.
2) Não saque dinheiro em dias de pagamento ou quando os bancos estiverem super lotados.
3) Ao ir às compras, pense antes na sua segurança. Carregue sempre a bolsa na frente do estomago e segure-a com uma das mãos. Prefira bolsas com alças grandes para passá-las no pescoço.
4) No interior das lojas olhe o produto com um olho e com o outro vigie sua bolsa. Jamais a carregue nas costas ou na lateral do corpo. Nunca deixe sua bolsa encima de uma cadeira, enquanto experimenta roupas ou sapatos. Deixe-a com o parente ou amigo que esta te acompanhando.
5) Evite aproximação de estranhos com conversa fiada ou fortes esbarrões, são sinais de que um furto ou assalto podem ocorrer.
6) Carregue o dinheiro separado na roupa, bolsa e com as pessoas que estão com você.
7) Desconfie de tudo e de todos.
Roberto Adães

Segurança Corporativa nas empresas










A competitividade da economia globalizada impõe às empresas a necessidade de renovação e atualização constantes.
Conceitos sobre como manter a saúde financeira e aumentar a lucratividade dos negócios tornam-se obsoletos na medida em que novas demandas e desafios aparecem diante das corporações. Um bom exemplo desse cenário de transformações é a mudança de importância que a segurança corporativa teve nos últimos anos na estratégia empresarial.
Antigamente, a segurança corporativa era classificada como mais um custo que não agregava valor aos empreendimentos. Não possuía sequer departamento próprio. Era vista apenas como um mal necessário ao qual se recorria de maneira reativa, ou seja, depois de perdas patrimoniais por furtos ou roubos.
As dinâmicas de mercado trataram de quebrar esse paradigma. As práticas de gestão antes consideradas decisivas, como diminuição de custos operacionais e financeiros, fidelização da clientela, eficiência na cadeia logística e qualificação de quadros profissionais, já não bastam para que as corporações aumentem seus lucros. Se antes eram diferenciais, agora são essenciais e obrigatórias.
Diante da necessidade de encontrarmos outro elemento que permitam as empresas concorrer com mais força no mercado, algumas vislumbraram na segurança corporativa esse novo diferencial competitivo. Na mente de grandes empresários, segurança é uma área de apoio estratégico para o crescimento e desenvolvimento das corporações.
A atitude de investir em segurança, com a contratação de uma prestadora de serviço de vigilância patrimonial e a criação de um cargo de diretoria específica para cuidar dessa estratégia, acarreta uma série de benefícios econômicos que compensam a curto e longo prazo os custos iniciais. Protege o capital tangível das corporações, ao reduzir perdas materiais e de informações de toda ordem, mantém a salvaguarda do capital intangível, preservando a marca das empresas e preserva a boa imagem das mesmas perante investidores e consumidores.
Como presidente do sindicato que congrega as empresas de segurança privada, ressalto nosso dever de trabalhar pela idoneidade e qualidade do setor, combatendo a clandestinidade e demais práticas ilegais e promovendo a capacitação de quadros profissionais, de modo a contribuir para o crescimento dos mais diversos empreendimentos e, assim, auxiliar no desenvolvimento econômico do país.
* José Adir Loiola é presidente do SESVESP (Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo).

Segurança Patrimonial Hospitalar









Métodos e processos de trabalho devem estar sempre alinhados aos objetivos estratégicos do hospital
Hospitais e clínicas em todo o país contratam serviços de vigilância patrimonial por meio de empresas terceirizadas ou formam suas equipes orgânicas, utilizando funcionários próprios. Seja como for, essa atividade deve contribuir com as organizações que buscam criar ambientes mais agradáveis e seguros para seus clientes e colaboradores. Neste contexto nasceu a Segurança Patrimonial Hospitalar, cujos métodos e processos de trabalho devem estar sempre alinhados aos objetivos estratégicos do hospital, tornando-se mais um instrumento da alta direção para a concretização destes.
Diariamente os meios de comunicação divulgam notícias sobre eventos que de maneira direta ou indireta causam danos as organizações hospitalares e as pessoas que nela se encontram. Podemos citar alguns tipos de ocorrências de segurança como furto, roubo, agressão, acidentes, incêndio, sabotagem, assim como suicídio e evasão de pacientes, entre muitos outros.
O que diferencia uma organização de outra, no que diz respeito à segurança patrimonial hospitalar, é a qualidade do seu planejamento para as situações de rotina e a atuação frente a emergências, assim como sua capacidade de assimilar as crises geradas por ocorrências de segurança e o modo como conduzirá as ações de contenção e continuidade do atendimento assistencial.
O planejamento de segurança de uma organização hospitalar deve ter como alicerce uma forte política de segurança, amplamente divulgada no âmbito de seus colaboradores, parceiros e clientes, de tal forma que não haja dúvidas quanto à forma de pensar e agir dessa organização. Essa política norteará toda a atuação do departamento de segurança, cuja missão é cumpri-la e assegurar que seja cumprida por todos.
Este planejamento possibilitará ainda a redução de gastos com contratos de seguro, reposição de bens não cobertos pelas apólices e despesas com reparos prediais ou de equipamentos danificados e também não segurados. O simples fato de identificar e eliminar uma fonte de perdas, já constitui uma boa redução de custos no âmbito de qualquer empresa, não sendo diferente para uma organização hospitalar.
Os manuais de acreditação hospitalar da ONA - Organização Nacional de Acreditação e da Joint Comission International possuem capítulos dedicados a gestão de segurança em ambientes hospitalares, demonstrando a grande importância desse processo para as organizações. O planejamento formal e a estruturação de um serviço de segurança patrimonial hospitalar são itens de verificação nas auditorias de ambas as instituições certificadoras.
A importância dada à segurança em organizações hospitalares se deve ao fato incontestável de que esses ambientes são suscetíveis a muitos riscos, decorrentes de comportamentos humanos, acidentais ou intencionais, ou de fenômenos naturais. Estes riscos necessitam de um gerenciamento, levando-os a níveis aceitáveis pela instituição.
O vigilante patrimonial é o profissional que executa os procedimentos de controle de acesso e de pronta resposta nos casos onde se faz necessário, sempre com uma postura alerta e atitude firme, mas sem truculência e principalmente de maneira comprometida com os princípios básicos de humanização e hospitalidade. Este profissional é acima de tudo um prevencionista e, portanto deve inspecionar permanentemente o ambiente sob a sua vigilância, identificando perigos reais ou potenciais que possam causar danos as pessoas ou a organização.
O gestor de segurança patrimonial hospitalar deve participar sempre dos processos decisórios da organização, opinando tecnicamente sobre os impactos dos projetos internos sobre a segurança e o gerenciamento de riscos na organização. Suas recomendações certamente reduzirão as chances de insucesso desses projetos, evitando gastos e conflitos desnecessários, assim como o retrabalho e perda de tempo de profissionais.
Capacitar os colaboradores e parceiros também são missão do departamento de segurança patrimonial hospitalar, obtendo com isso uma efetiva redução na taxa de ocorrências ao conscientizar as pessoas a proverem também a sua própria segurança e dos bens da empresa. A prevenção e a proteção de profissionais da saúde contra a violência no seu local de trabalho é uma tarefa a ser executada em conjunto com os profissionais de segurança, que devem treinar seus colegas da área assistencial a identificar os sinais de alerta de uma potencial agressão, possibilitando afastar-se do perigo antes que lhe cause danos.
Na prática a estruturação de um departamento de segurança patrimonial hospitalar eficiente não é tarefa fácil, pois depende muito da importância dada pela alta administração ao tema, que por sua vez tem diversas dúvidas quanto à melhor forma de conduzir um processo de implantação desse serviço de apoio administrativo.
No Brasil, entidades como a ABSEG - Associação Brasileira de Profissionais de Segurança e a ABSO - Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança Orgânica, possuem grupos de estudos dedicados ao desenvolvimento da Segurança Patrimonial Hospitalar, a exemplo da IAHSS - International Association for Healthcare Safety and Security, nos Estados Unidos da América do Norte.
*Carlos Faria é Consultor de Segurança Patrimonial Hospitalar. (faria@carlosfaria.com.br)